ATENÇÃO! ESTE POST CONTÉM SPOILERS SOBRE A NOVA OBRA DE DAN BROWN, “THE LOST SYMBOL”, OU “O SÍMBOLO PERDIDO”, AINDA NÃO PUBLICADA EM PORTUGUÊS! TENHA CUIDADO!
Este post é sobre uma obra prima. Já li o “Anjos e Demónios”, já li o “Código Da Vinci”. Mas o meu preferido foi este. Este livro é óptimo. Recomendo-o a qualquer pessoa que goste de ler e de cultura geral, além de um bom livro – provavelmente, qualquer pessoa que leia este blog. Já sabem, a vossa próxima compra pode ser feita agora ou a partir de dia 29 de Outubro, se quiserem o livro em português.
Deixo aqui o link para um excerto (em inglês, não me atrevo a traduzir) dos dois primeiros capítulos do livro, aqui. Cliquem em Next Page para avançar, evidentemente.
Uma obra prima, não? Comentem sobre o excerto, e, se possível, sobre o livro. Atenção aos spoilers!
Sejam bem-vindos ao http://bemescrito.wordpress.com, o novo endereço do Bem Escrito. Pessoalmente, prefiro o WordPress. Bem, let’s get the party started, shall we?
Hoje trago-vos… fado. Sim, fado, podem pasmar e assim. Alguns fados não são assim tão melancólicos e “lamechas” (foi o que já ouvi várias pessoas chamarem a fados). Eu aprecio fados, tenho de admitir. Especialmente os Deolinda, claro. Mas, hoje, trago uma música que, em situações normais, não seria um fado. Ou melhor, seria um fado, se fosse cantado por outra pessoa. Aqui vai.
Vida tão Estranha
São de veludo as palavras
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão mal tratado
Já nem chorar me traz consolo
Resta-me só o triste fado
A gente vive na mentira
Já não dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão mal tratado
Já nem chorar me traz consolo
Resta-me só o triste fado
E, também, o vídeo desta música que já vamos ver ali à frente, está aqui.
Tenho de admitir, há poucas músicas que me ponham assim. Quando primeiro ouvi esta música (na banda sonora da telenovela Equador, na TVI), primeiro pensei que se adequava perfeitamente àquele estilo de inícios do século XX, mas depois – já depois de a série ter acabado -, vi o anúncio do concerto de Rodrigo Leão e da Cinema Ensemble, em Évora.
Interessado? Claro. A música tinha uma sonoridade muitíssimo parecida a uma das bandas sonoras que mais me marcam (noutra ocasião hei de falar dessa música). Mas a letra… pensemos bem.
A música é sobre pessoas mentirosas, sobre um coração partido. O homem que a mulher (o “sujeito” da música) amava já não a ama, e, assim, ela faz um fado – se pudermos chamar isso a esta música com uma sonoridade tão “diferente” – sobre como se sente. Simples, não? Mas a descrição desta música faz-nos pensar um pouco mais.
Uma vez, estava eu numa aula de inglês no meu instituto, e ouvi uma misteriosa história, que me pôs a pensar. E, nem precisando eu de a ir pesquisar e desenterrar, fica aqui – toda. Demora bem menos de sessenta segundos a ler.
For Sale
Baby shoes.
Never worn.
E, em português:
Para Venda
Sapatos de bebé.
Nunca calçados.
E, a mente brilhante que escreveu isto foi Ernest Hemingway. Agora, vamos começar a pensar. Porque lhe estou a chamar uma mente brilhante? Em apenas seis palavras, três linhas, ou vinte e cinco letras (se não me engano), Ernest Hemingway escreveu um livro inteiro. Tem início, desenvolvimento, e fim. Mas o elemento mais misterioso nisto são as múltiplas interpretações que podemos tirar daqui. O que aconteceu? Alguém compra sapatos de bebé para não os usar? Talvez o bebé tenha sido raptado. Ou talvez os sapatos fossem muito pequenos.
É certo. Quando crio um novo blog, nunca sei o que hei de escrever no primeiro post, normalmente o post de apresentação. E eu já criei muitos blogs, acreditem em mim. O Bem Escrito é, provavelmente, aquele com o nome mais estúpido de todos. Mas, olhem, o que se há de fazer? Tive a ideia em míseros quinze minutos, mas aqui vai.
Comentar escrita. Não só livros – que deviam ser conhecidos como “demolidores de imaginação” -, mas também artigos de jornal, letras de música, ou um slogan simples que eu veja por aí. Porque a escrita não é só o que está à nossa frente. Um dos meus próximos posts, que, segundo o que eu tenho planeado, irá falar sobre o distinto Ernest Hemingway, será mesmo sobre isso.
É fácil esconder-nos por trás da escrita. Mas, por agora, fica a verdade, nua e crua. O meu nome é Afonso Ferreira. Tenho treze anos. Provavelmente não tenho a idade necessária para ser um “crítico de palavras”, expressão que me acabou de surgir à mente e de que gostei curiosamente. Este blog não tem dia para ser actualizado. Mas, sempre que o for, terá algo a acompanhá-lo. Um “miminho”, diria a minha mãe. Um poema, um pequeno texto, alguma coisa. E, claro, todas as sextas, teremos uma competição de escrita de fim-de-semana. Como assim? Ah, vejam os próximos posts para descobrir!
Escrever não é fácil. Deixamos um pedaço de nós no papel – ou, neste caso, no Blogger. Podem ter reparado que eu sou um pouco cínico ou sarcástico, características que, estando eu tão próximo do Reino Unido, me vêm naturalmente. Vão-se habituando. A verdade, nua e crua. É isso que vocês querem.
O Bem Escrito é um blog sobre palavras. Frases, livros, letras de músicas, enfim, qualquer coisa escrita pode ser comentada aqui. Defino-me como um "comentador de palavras". Ou crítico, talvez fique melhor.
Dicas de algo que ache que possa ficar bem no blog? Basta enviar um e-mail para email@bemescrito.net, um tweet para http://twitter.com/_fonzo, comentário aqui no blog, sinal de fumo, como quiser! :D Obrigado!
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